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Os refugiados apátridas

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Os refugiados apátridas

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O fluxo de refugiados em fuga da Líbia voltou a acelerar. Depois de uma ligeira acalmia, nos últimos dias, foram muitos os que esta quinta-feira chegaram à Tunísia.

A Organização Internacional para as Migrações estima que mais de 220.000 pessoas tenham fugido da Líbia desde o dia 20 de Fevereiro. Mais de metade com destino à Tunísia.

Muitos foram encaminhos para campos de refugiados, mas o país não tem capacidade para dar resposta à enchente.

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, diz que a situação na Líbia é preocupante, admite que o fluxo possa continuar a aumentar, defende que é necessário unir esforços e estar preparado.

Preparado para o pior estão os refugiados somalis.

Fugiram da Líbia onde diziam estar a ser confundidos com mercenários.A Tunísia é uma porta de regresso à Somália. Um país do qual tinham já fugido.

Um homem mostra-se triste com a associação feita pelo povo líbio entre somalis e mercenários. Diz que tudo não passa de propaganda da comunicação social e afirma ser um refugiado, sem país e sem nada.

O medo de represálias na Líbia e a instabilidade no país de origem colocam num impasse, pessoas de várias nacionalidades.

Guterres apelou à comunidade internacional para acolher os refugiados que não podem voltar a casa.

Mas este é um problema ainda sem solução.