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27 falham acordo em Bruxelas

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27 falham acordo em Bruxelas

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A falta de consenso dominou a Cimeira Europeia extraordinária, em Bruxelas.

O encontro tinha por objetivo alinhar posições sobre crise na Líbia e nos países vizinhos do sul.

Mas os 27 mostraram-se divididos sobre a criação de uma zona de exclusão aérea e a realização de “ataques seletivos” como propõe a França e a Grã-Bretanha.

Muitos consideram, ainda, prematuro reconhecer o Conselho Nacional de Transição líbio como fez Paris. Garantido, está o reconhecimento enquanto interlocutor.

O presidente do Conselho Europeu insiste na necessidade Muammar Khadafi abandonar o poder e encoraja o Conselho Nacional de Transição, sediado em Bengasi, que designa de “interlocutor político.”

Os líderes europeus prometem estudar “todas as opções” possíveis para “proteger a população civil”, desde que exista uma base jurídica e o apoio da região.

A ajuda humanitária é a grande prioridade.

O presidente da Comissão Europeia anunciou o reforço da cooperação com as organizações humanitárias internacionais. Lembrou que foram desbloqueados 37 milhões de euros e reforçadas as equipas no terreno. Durão Barroso, adianta, que agência Frontex está a desenvolver um plano de contingência para lidar com o fluxo de refugiados e que estão preparados para mobilizar fundos adicionais.

A União Europeia reforçou esta sexta-feira, as sanções à Líbia, com o congelamento dos bens de cinco entidades ligadas ao regime.

Entre elas está a Autoridade de Investimento da Líbia, um fundo soberano com participações em importantes empresas internacionais.