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A terra tremeu mas Naoto Kan manteve-se firme

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A terra tremeu mas Naoto Kan manteve-se firme

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O Parlamento também tremeu no Japão, mas o primeiro-ministro continuou sentado na cadeira e tentou manter o sangue frio.

Numa altura em que a credibilidade do chefe do Governo foi abalada por um escândalo de financiamento e que alguns analistas previam que o governo iria cair mais cedo ou mais tarde, foi mesmo a terra que tremeu e que ditou a agenda política.

Depois do ministro dos Negócios Estrangeiros – também envolvido na polémica de financiamento -ter renunciado ao cargo, o primeiro-ministro Naoto Kan garantiu que iria completar o mandato até às próximas eleições, no final de 2013.

Agora, vê-se obrigado a lidar com o mais violento sismo da história do país. Em conferência de imprensa, Naoto Kan declarou que foi criado “um grupo de trabalho para lidar com o desastre, para manter a segurança de todos e para minimizar os danos”.

O chefe de governo disse, ainda, estar disposto a aceitar ajuda externa e já pediu apoio às forças armadas norte-americanas baseadas no país. O ministério das Finanças defendeu ser muito cedo para medir o impacto económico do sismo e do tsunami.