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Republicanos reabrem debate sobre Islão e terrorismo nos EUA

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Republicanos reabrem debate sobre Islão e terrorismo nos EUA

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A cruzada de Peter King contra os extremistas muçulmanos nos Estados Unidos parece reeditar o debate sobre o choque das civilizações da era Bush.

O responsável republicano da comissão de segurança interna do congresso presidiu ontem a uma audiência pública dedicada a discutir a relação entre o terrorismo e o Islão radical.

Um debate criticado por várias organizações muçulmanas, depois de King ter acusado a principal organização da comunidade de apoiar as teses dos grupos terroristas.

“Temos que ter consciência de que a radicalização dos fiéis muçulmanos faz parte da estratégia da Al-Qaida para atacar os Estados Unidos. A Al-Qaida continua a recrutar membros no nosso país e esta audiência vai abordar esta tendência perigosa”.

Mesmo a Casa Branca não hesitou em alertar para o perigo do debate poder estigmatizar a comunidade.

O representante democrata afirmou-se preocupado com as consequências do debate junto da comunidade muçulmana, “podendo criar um clima de medo e desconfiança que dificultaria também a cooperação atual com as forças de segurança”.

Uma preocupação partilhada por várias organizações muçulmanas e de defesa das liberdades religiosas.

King, que se recusa a ceder ao que chama de pensamento “politicamente correto”, defende a discussão como a melhor forma de prevenir a radicalização da comunidade.

Cerca de 10 milhões de muçulmanos vivem nos Estados Unidos. Uma comunidade sob pressão desde os atentados de 11 de Setembro que, no entanto tem colaborado para evitar dezenas de atentados no país, segundo o xerife de Los Angeles, também presente no debate.

Uma sondagem publicada ontem revelava que cerca de 40% dos norte-americanos continua a relacionar a religião muçulmana com o terrorismo.