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Japão limita impacto do sismo mas não resiste a tsunami

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Japão limita impacto do sismo mas não resiste a tsunami

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Uma vaga de 10 metros de altura ao largo do nordeste do Japão, horas depois do país ser abalado por um dos maiores terramotos de sempre.

Num território que regista um sismo a cada cinco minutos o abalo de magnitude 8.8 na escala de Richter fez oscilar os arranha-céus nas grandes cidades provocando danos menores na capital.

Mas se as construções antissísmicas resistiram ao terramoto, o sistema de diques revelou-se incapaz de travar a devastação provocada pelo tsunami.

As águas que penetraram até 5km da costa destruíram tudo no seu caminho, submergindo grande parte da orla litoral na região de Tohoku.

Milhares de casas nas zonas rurais e construções antigas foram arrastadas pelas águas nas cidades de Sendai e Ishiomaki.

O aeroporto de Sendai não escapou à vaga gigantesca, que submergiu totalmente a pista da aerogare obrigando os passageiros a refugiarem-se no telhado dos edifícios.

As águas destruíram ainda uma base naval de Mitsushima, arrastando dois comboios que permanecem desaparecidos, devastando povoações inteiras, levando no seu caminho carros e barcos.

O alerta de Tsunami permitiu evacuar a maioria das regiões afetadas, num momento em que as autoridades não podiam ainda prever a dimensão da tragédia.

Depois da violência da água foi o fogo que prosseguiu a devastação. Oitenta incêndios foram declarados nas áreas afetadas, como numa refinaria nos arredores da capital.

Vinte por cento dos terramotos mais violentos registam-se no Japão. A preparação do país para este tipo de cenário conseguiu, no entanto, limitar o número de vítimas mortais.