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Bahrein: um mês de protestos

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Bahrein: um mês de protestos

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A capital do Bahrein continua a viver ao ritmo dos protestos contra o governo. Este domingo, os manifestantes tentaram barrar o acesso ao bairro financeiro de Manama. Mas a polícia impediu a ação com granadas de gás lacrimogéneo.

A autoestrada Rei Faisal foi a pista para a fuga dos manifestantes, que transportavam os feridos. Não se sabe quantas pessoas foram hospitalizadas.

A praça Pérola continua a ser o símbolo dos protestos que começaram há um mês. A população, de maioria xiita, sente-se discriminada num país governado por uma dinastia sunita há mais de 200 anos.

Mas a oposição parece cada vez mais dividida entre os que pedem reformas políticas e os que exigem a queda da família real.

Em visita ao Bahrein, este sábado o secretário de Estado norte-americano advertiu que o regime deve adotar rapidamente reformas para evitar uma intervenção do Irão xiita.

O rei Hamad ben Issa Al-Khalifa tinha prometido, entretanto, 20 mil postos de trabalho no ministério do Interior e um programa de habitações sociais. Al-Khalifa também remodelou o governo e ordenou a libertação de prisioneiros políticos xiitas.

Sete manifestantes morreram no início da contestação. Desde aí, as forças da ordem têm sido mais moderadas no recurso à força.