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Japão: governo raciona água e eletricidade


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Japão: governo raciona água e eletricidade

“O Japão vive a maior crise desde a Segunda Guerra Mundial”, admite o primeiro-ministro nipónico, Naoto Kan, face ao sismo, tsunami e, agora, a ameaça nuclear. Apesar da situação ser grave na central de Fukushima Daiichi, Naoto Kan garante que não há comparação com Chernobyl.

“Esta é a maior crise desde a Segunda Guerra Mundial. Tenho a certeza que os japoneses vão manter-se unidos”, declarou Naoto Kan, em conferência de imprensa, este domingo.

“Podemos enfrentar cortes na eletricidade numa vasta área, o que pode prejudicar a vida de muitas pessoas como das atividades industriais. Isso é algo que devemos evitar. Por isso, pedi à companhia de eletricidade para começar a fazer interrupções”.

Onze dos mais de 50 reatores nucleares no país estão parados desde o sismo, provocando uma importante queda no fornecimento de energia. A companhia de eletricidade (TEPCO) vai começar a fazer cortes já a partir desta segunda-feira.

“Não sabemos se vamos ter eletricidade esta noite. Por isso, viemos comprar velas”, comenta um residente de Sendai.

Entretanto, o ministério da Saúde também anunciou que vai racionar o fornecimento de água. Mas há cidades em que a água já falta desde que a terra tremeu.

“Já não tenho água. Mas a minha localidade, Sukugawa, é um pouco rural e tem um poço. Vamos lá buscar água e passamo-la por um purificador ou aquecemo-la para a usarmos de diferentes maneiras.”

Cerca de um milhão de casas está sem água potável desde sexta-feira e mais de cinco milhões estão sem eletricidade. As bombas de gasolina estão a seco e a compra de carburantes está racionada a um máximo de dez litros por pessoa. Nos supermercados as prateleiras já estão vazias face à necessidade de preparar stocks de água, arroz e produtos de primeira necessidade.

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