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"Não há comparação com Chernobyl", diz Naoto Kan

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"Não há comparação com Chernobyl", diz Naoto Kan

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“O Japão vive a maior crise desde a Segunda Guerra Mundial”, admite o primeiro-ministro nipónico, Naoto Kan. Sismo, tsunami e, agora, a ameaça nuclear. Os media japoneses avançam que 190 pessoas podem ter sido expostas às radiações. Há 22 casos positivos até agora.

Naoto Kan garante que não há comparação com Chernobyl, mas confessa que a situação é grave na central nuclear de Fukushima Daiichi.

“Esta é a maior crise desde a Segunda Guerra Mundial. Tenho a certeza que os japoneses vão manter-se unidos”, declarou.

Horas antes, o porta-voz do governo tinha alertado para o risco de nova explosão na central devido à acumulação de hidrogénio no edifício que alberga o reator número 3. No entanto, assegurou que o reator não está em perigo.

Duzentas e quinze mil pessoas já foram retiradas das zonas mais próximas das centrais de Fukushima. Ou seja, uma área de dez quilómetros em torno de Fukushima Daini e de vinte à volta da central com mais problemas, a Fukushima Daiichi.

A explosão de sábado no edifício que alberga o reator número um foi colocada no nível 4 numa escala de sete.

Os problemas começaram após o sismo que desativou os reatores. Agora, os japoneses devem também preparar-se para cortes de eletricidade em grande escala.

Paris recomendou aos cidadãos franceses para se afastarem da região de Kantô, à volta de Tóquio, devido à possibilidade de uma forte réplica e às incertezas quanto à situação nuclear.