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A Europa e os novos receios face ao nuclear

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A Europa e os novos receios face ao nuclear

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Os acontecimentos no Japão fazem ressurgir os receios nucleares na Europa. Na última década, vários países decidiram construir novos reatores ou prolongar a vida dos existentes. Mas as centrais europeias são seguras?

A Áustria, país opositor da energia nuclear, exige a realização de testes. O ministro austríaco do Ambiente, Nikolaus Berlakovich, afirma que “o aspeto principal para a Europa é a segurança. Após os acontecimentos no Japão, temos de realizar testes para ver se as centrais nucleares são resistentes a sismos e para ver se são seguras para a população. Temos de fazer estes testes”.

A União Europeia é um dos maiores produtores mundiais de eletricidade a partir do nuclear, por razões ambientais e económicas. Quinze dos 27 Estados membros possuem centrais. No total são 146 reatores, que produzem 15% da energia consumida na UE.

Face à situação japonesa, a Alemanha anunciou, esta segunda-feira, uma moratória de três meses da lei sobre o prolongamento da vida das 17 centrais do país. A decisão, tomada em 2009, permitia às centrais funcionar por mais uma década.

Agora, Berlim anuncia que duas poderão fechar de imediato, mas isso não significa o abandono do nuclear. A chanceler Angela Merkel, explica: “A nossa resposta não pode ser fechar as centrais nucleares na Alemanha para depois usar a energia nuclear de outros países. A única resposta consiste em avançar na via das energias renováveis”.

Merkel, a dias de importantes eleições regionais, faz face a uma forte contestação contra o nuclear. O último exemplo, no sábado, no “land” de Baden-Wuerttemberg. O protesto, previsto antes dos acontecimentos no Japão, juntou cerca de 60 mil pessoas.