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Sobreviver com ordem e calma

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Sobreviver com ordem e calma

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A província de Miyagi foi a mais atingida pelo abalo telúrico de que o Japão tem memória. Como se não bastasse, o oceano chamado Pacífico invadiu dez quilómetros de terra com uma onda gigante, de dez metros de altura.

A cerca de cinco quilómetros da costa numa zona habitacional e de fábricas, as equipas de busca incluem muitos dos operários que conseguiram sobreviver.

Ficaram para ajudar no resgate dos corpos que se encontram no meio do entulho e das areias trazidas pelas águas.

Nos abrigos, com a proverbial ordem e calma nipónicas, os sobreviventes enfrentam momentos difíceis de esquecer.

“Ele só bebe leite materno, por isso tenho de comer para o alimentar”, sublinhou uma jovem mãe.

Mas a ajuda e a solidariedade não satisfazem todos. Principalmente quando se está próximo de uma central nuclear.

“Estou muito zangada por não nos terem dito de início para irmos para mais longe”, reclama uma idosa.

Para completar o cenário quase apocalíptico, as notícias de réplicas de alguma intensidade que irão continuar a assustar e a destruir.