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Contestação no Bahrein

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Contestação no Bahrein

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No Bahrein, pelo menos um polícia e um manifestante foram mortos durante uma manifestação em frente da embaixada da Arábia Saudita.

O rei do Bahrein, Hamad Ben Issa Al-Khalifa, proclamou o estado de emergência por três meses, um dia depois da chegada de tropas do Golfo para ajudar a conter a contestação xiita.

O rei encarregou o comandante das Forças Armadas de restabelecer a ordem recorrendo ao exército, à polícia, às unidades da guarda nacional e a qualquer outra força, se necessário. Esta, uma possível referência ás unidades enviadas pela Arábia Saudita e Emiratos Árabes Unidos no âmbito do Conselho de Cooperação do Golfo.

Este organismo é composto pela Arábia Saudita, Bahrein, Emiratos Árabes Unidos, Oman, Qatar e Kuwait.

A oposição no Bahrein, onde uma monarquia sunita governa uma maioria xiita, afirmou que considera “qualquer presença militar estrangeira” como “uma ocupação”.

Entretanto, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, disse que o seu país considera inaceitável a intervenção da força do Conselho de Cooperação do Golfo: “A solução para lidar com as exigências legítimas do povo, não passa pela interferência, repressão e violência”, declarou Ramin Mehmanparast.

O Irão, o único país no mundo governado por um regime xiita, tem repetidamente apoiado os manifestantes que contestam o regime, não só no Bahrein, como em outros países árabes.