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Japão: falta de combustível dificulta saída de zonas afetadas

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Japão: falta de combustível dificulta saída de zonas afetadas

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É com apreensão que os estrangeiros no Japão acompanham o evoluir da situação.

A Euronews falou com Graham Chave, que se encontra a cerca de 50 quilómetros de Fukushima onde se vive um misto de fatalismo e de inquietude.

Euronews: O que pensam e dizem os seus amigos, vizinhos e as pessoas à sua volta?

Graham Chave: “Os meus amigos estrangeiros já deixaram a cidade de Fukushima e dirigem-se para oeste, para o outro lado do país que não fica assim tão longe.

Os japoneses, de uma forma geral, quase não se mexem. Talvez seja uma espécie de fatalismo, talvez confiem no governo. A maioria está tranquila, a armazenar alimentos.

Nos supermercados, hoje foi preciso esperar cerca de uma hora e meia para entrar, mas uma vez lá, conseguimos sair com grandes quantidades de comida.

O único problema, neste momento, é conseguir a gasolina. É muito difícil de encontrar e está limitada a cerca de 15 euros.”

Euronews: Porque continua aí?

Graham Chave: “A falta de transportes é o grande problema, é muito difícil sair, se de repente uma nuvem radioativa se estivesse a aproximar, então era só pegar no carro e sair daqui.

A falta de gasolina é um fator determinante e, neste momento, não temos escolha para dizer, vamos percorrer 800 quilómetros para nos afastarmos.”

Euronews: O quotidiano em Fukushima decorre com normalidade?

Graham Chave: “Eu não me sinto confortável. Estou muito nervoso tenho de admitir. Ontem tivemos várias réplicas que me deixaram nervoso. Em meia hora, sentimos cerca de dez abalos. E cada vez que a casa treme fico com o coração nas mãos. Estou realmente muito preocupado e não sei se tenho de descer as escadas a correr para sair de casa. Mas não sou o único. Um camião passa, a casa treme e todos pensam: é um outro terramoto. As pessoas estão muito preocupadas.”