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Renault pede desculpa por engano em caso de espionagem industrial

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Renault pede desculpa por engano em caso de espionagem industrial

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A Renault fez “mea culpa”: a construtora automóvel francesa pediu desculpas publicamente por ter despedido três executivos, acusados de espionagem industrial, num caso que afinal parece ter sido inventado para extorquir dinheiro à empresa.

Diz o presidente do grupo, Carlos Ghosn: “Enganei-me, enganámo-nos, depois das conclusões do procurador chegámos à conclusão que as informações de que dispúnhamos estavam erradas”.

Ghosn diz que está apostado em reabilitar a imagem da Renault, depois do golpe que sofreu com este escândalo.

Quem também quer reabilitar a imagem são os executivos despedidos, como explica Thibault de Montbrial, advogado do antigo vice-diretor da filial de carros elétricos, Mathieu Tenenbaum: “Vamos agora ver se essas desculpas significam para a Renault o mesmo que significam para o meu cliente, tendo em conta o que ele passou, quer no plano profissional, quer pessoal e de saúde, com estes três meses terríveis”.

Ainda não se sabe se a Renault vai ou não reintegrar os três quadros.

O alegado autor das denúncias contra os três executivos da Renault foi já preso. A carta anónima terá origem num alto funcionário da segurança interna da Renault, Dominique Gevrey.

O Estado francês é detentor de 15% do capital da Renault. O governo de Paris está furioso por não ter sido informado de nada do que se estava a passar.