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Tóquio sente os efeitos da catástrofe

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Tóquio sente os efeitos da catástrofe

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As prateleiras vazias nos supermercados de Tóquio constituem uma imagem rara na segunda economia mundial.

Um efeito das interrupções das entregas depois do sismo que devastou o nordeste do Japão e do pânico gerado entre a população.

A capital japonesa sofre cortes diários de eletricidade devido ao racionamento de energia imposto numa grande parte do país mas, entre os habitantes, a grande preocupação é, como explica o cozinheiro de um restaurante, “a eventualidade de um acidente nuclear”.

Noutro ponto de Tóquio, empregados de uma empresa colaboram numa ação de recolha de bens de primeira necessidade a enviar para as zonas devastadas. Uma iniciativa repetida em todo o país, num esforço global para enfrentar a tragédia.

Depois da devastação do tsunami, os receios vêm agora das centrais nucleares, sobretudo a de Fukushima, 240 quilómetros a norte de Tóquio.

No aeroporto da capital, um grupo de expatriados franceses decidiu deixar o país.

Acompanhada pelos filhos, uma mãe de família diz não ter a “impressão que existe uma grande transparência por parte do governo japonês e, por isso, há uma incerteza quanto ao que se passa ao nível da central nuclear”.

Sem a mesma opção, os cerca de dez milhões de habitantes de Tóquio – e o resto da população do país – esperam que a situação não se torne ainda mais catastrófica.