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Japão tenta evitar nova explosão no reator 4 de Fukushima

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Japão tenta evitar nova explosão no reator 4 de Fukushima

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As autoridades japonesas recorrem a todos os meios para tentar arrefecer o núcleo de três dos seis reatores da central de Fukushima Daichi.

Depois da explosão do edifício dos reatores 1 e 3, uma nova deflagração ameaça agora o reator número 4.

À semelhança do que se passou nos outros dois reatores, com a avaria do sistema de refrigeração, as barras de urânio entram em sobreaquecimento, provocando a libertação de vapores de hidrogéneo, altamente inflamáveis.

Para evitar o risco de uma nova explosão, a companhia elétrica japonesa mobilizou canhões de água para a zona da central, depois de ter abortado uma operação por helicóptero, devido aos altos níveis de radiação na central.

Os níveis de radioatividade obrigaram os cerca de 50 trabalhadores da central a suspenderem as operações esta manhã, durante cerca de uma hora.

Mas as autoridades japonesas continuam a descartar a possibilidade de uma fuga de radioatividade.

Mais de uma dezena de pessoas foram hospitalizadas, entre os mais de 140 mil habitantes deslocados de uma zona de 20km em torno da central.

Os navios norte-americanos presentes no Japão foram no entanto aconselhados a manterem-se a uma distância de 80km da zona sinistrada.

Em Koriama, a 40km da central, um bombeiro afirma que apenas uma pessoa necessitou de ser descontaminada.

Mas a situação do reator número 1, danificado a 70% por uma explosão e do reator número 3, que poderá registar uma fuga, ameaça pioar a situação.

O governo japonês não publicou até agora os dados sobre a radiação dos 50 trabalhadores que permanecem no interior da central de Fukushima.