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Líbia: rebeldes apelam a intervenção da ONU antes da batalha de Bengasi

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Líbia: rebeldes apelam a intervenção da ONU antes da batalha de Bengasi

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Um mês após o início da revolta na Líbia é pelas armas que Kaddafi pretende esmagar o protesto ao preparar uma ofensiva final contra Bengasi, o bastião dos rebeldes.

As forças leais ao dirigente líbio afirmam ter tomado esta noite a localidade de Ajdabiyah, ao final de dois dias de bombardeamentos.

A conquista da cidade, a 150km da zona controlada pelos rebeldes poderia abrir as portas a uma ofensiva aérea contra o epicentro da revolta.

Enquanto na televisão nacional, o regime fala de uma operação humanitária para libertar Bengasi, os jornalistas estrangeiros em Tripoli foram convidados a filmar uma reunião tribal a sul da capital.

Alguns líderes de tribos minoritárias afirmam frente às câmaras que apoiam Kaddafi e que estão prontos a combater qualquer intervenção estrangeira. Um deles afirma preferir o diálogo às armas.

Em Bengasi, o governo provisório da oposição voltou a apelar à comunidade internacional para que imponha uma zona de exclusão aérea sobre o país, para evitar um eventual massacre.

Washington afirma que uma decisão deverá sobre este tema deverá ser aprovada esta quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU. Segundo a agência AFP, os membros permanentes teriam chegado a um acordo esta noite para impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

Se os rebeldes afirmam estar prontos a combater até ao último homem, milhares de habitantes de Bengasi procuram desde ontem refúgio no Egito.

O filho de Kaddafi ameaçou ontem bombardear nas próximas horas a sede do governo dos rebeldes em Bengasi, onde a Cruz Vermelha suspendeu ontem todas as operações na cidade.

O enviado especial da Euronews encontra-se em Tobruk, junto à fronteira egípcia, onde constata que nos confrontos das próximas horas, as balas deverão substituir qualquer hipótese de diálogo entre os dois campos.