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Medo de catástrofe nuclear em todo o mundo

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Medo de catástrofe nuclear em todo o mundo

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A catástrofe nuclear gera inquietude na costa do Pacífico, mas não em todas as pessoas.

A central nuclear de San Onofre, no condado de san Diego fica num local conhecido pelos surfistas. A Califórnia também se situa na cintura de fogo do Pacífico.

Sandy Heiberg:

“Vivo aqui há 25 anos. Estamos conscientes do perigo de um terremoto. Mas no dia a dia, não sinto que haja nenhum perigo. Sei que fazem testes e que é seguro. Eu sinto-me bastante segura. Mas também tenho os meus comprimidos de iodo para o caso de haver fuga radioativa. “

Um outro residente acha que a central não está a salvo de um tsunami.

Jordan Wise:

“Dizem que o muro lá atrás resiste a um tsunami, mas não acho. Estou convencido de que o tsunami passaria por cima do muro. Isso de certeza, se for um grande tsunami. “

A China, extremamente ávida de energia, é o país em que o nuclear se desenvolve mais depressa.

Pequim, que tem atualmente 13 reatores, quer multiplicar por oito a produção de eletricidade nuclear numa década. Doze centrais como esta, em Hongyanhe, estão em fase de construção e há projetos para construir outras. Um ritmo demasiado frenético segundo a opinião de um especialista:

Tem Xiaoping, porta-voz da Companhia de Eletricidade da China:

“A este ritmo é difícil o governo controlar bem as instalações. Tanto a construção e o desenho das centrais, como a produção podem ter numerosos problemas”

2.32 plant in Neckarwestheim, germany

A Alemanha tem 17 reatores nucleares. Mas as centrais nucleares suscitam, mais do que preocupação, simples rejeição quase unânime por parte dos alemães. O acidente de Fukushima Daiichi apenas reforçou essa oposição. Os reatores da central de Neckarwestheim estão entre os sete que vão interromper a atividade durante três meses por causa do que aconteceu no Japão.

2.54 sot Anja Pau, nearby Neckarwestheim resident

“Temos uma sensação estranha, a viver perto de uma central nuclear tão antiga como a de Neckerwestheim. Há 35 anos que estou aqui e tanto eu como o meu marido achamos que deviam fechar. Há energias alternativas como as centrais hidráulicas e a energia solar”

Mas na Europa, a França é a campeã da energia atómica civil, com 58 reatores.

A população que vive ao lado das centrais repete os exercícios de segurança de cinco em cinco anos e tem à mão os comprimidos de iodo de potássio em caso de acidente nuclear.