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Os protestos começam a fazer-se ouvir em Tóquio

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Os protestos começam a fazer-se ouvir em Tóquio

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Tóquio viveu mais um dia com os nervos à flor da pele. Apesar de o blackout energético previsto não ter acontecido, muitos serviços estão a meio gás para poupar eletricidade.

A frequência dos comboios e metropolitano foi bastante reduzida. Milhares de pessoas desesperam para regressar a casa.

É cada vez mais difícil encontrar uma máquina de multibanco a funcionar. As empresas autorizam os funcionários a não trabalhar. Muitos tentam deixar a cidade por avião ou autocarro; outros preferem açambarcar tudo o que podem.

Alguns decidiram mesmo sair à rua para protestar e acusar o primeiro-ministro, Naoto Kan de má gestão da crise nuclear e de demorar muito tempo a prestar ajuda às perfeituras do norte.

“Protestamos contra o regime de Kan que está a matar as pessoas no norte do Japão. Exigimos ao governo que ponha fim ao nuclear e envie comida para as zonas atingidas pelo desastre e, por fim, lutamos para derrubar Kan do poder”.

Habituados a um quotidiano assente na precisão e na eficácia, os habitantes de Tóquio sentem-se desorientados com a situação em que vivem há uma semana.