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Cessar-fogo poderá obrigar a rever operações militares na Líbia

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Cessar-fogo poderá obrigar a rever operações militares na Líbia

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Os primeiros ataques contra posições líbias poderão ocorrer nas próximas horas, segundo Londres e Paris.

Mas a ofensiva aérea, autorizada pela nova resolução da ONU só deverá ser iniciada após a reunião de amanhã à tarde, em França, entre vários responsáveis europeus, árabes e africanos para afinar a estratégia da operação.

Para lá da França e do Reino Unido, vários países da NATO como a Espanha ou a Itália já disponibilizaram bases no mediterrâneo de onde deverão partir os aviões de guerra. Países como a Dinamarca, a Noruega, a Bélgica e a Grécia já disponibilizaram meios aéreos.

Os Estados Unidos que têm uma base no Sul de Itália estão a deslocar um porta-aviões para o Mediterrâneo, a França também está a enviar navios militares para a zona.

À luz do mandato da ONU, as forças militares terão como prioridade a destruição das infraestruturas do exército líbio, em termos de telecomunicações, artilharia anti-aérea e bases aéreas.

Uma forma de fazer respeitar a zona de exclusão aérea aprovada ontem pelo conselho de segurança da ONU.

Segundo o texto, a operação limita-se aos céus do país e tem por objetivo travar a ofensiva do coronel Kaddafi, em especial em Benghazi.

Com o anúncio de um cessar-fogo, os ataques correm o risco de abrir fraturas dentro do Conselho de Segurança, em especial junto de países que se abstiveram, como a Rússia, contrários à opção militar.