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Líbia vai ser diferente do Iraque?

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Líbia vai ser diferente do Iraque?

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O Reino Unido e a França estão entre os países que insistiram na opção militar contra a Líbia de Kadhafi. A euronews ao vice-primeiro ministro britânico para se pronunciar sobre a promessa de cessar fogo da Líbia.
 
  
Ali Sheikholeslami, euronews – Mr Clegg… o governo britânico está satisfeito com o cessar-fogo do regime de Kadhafi?
 
Nick Clegg - Para ser honesto, é muito difícil dizer o que se passa, exatamente, no terreno .
Há informações de que continuam as brutalidades sobre os cidadão no ocidente líbio mesmo depois dele declarar o cessar-fogo no leste, por isso precisamos de ver para crer.
 
euronews - O senhor e os seus parceiros estão a preparar uma resolução na ONU?  
 
 
Nick Clegg - Claro, mobilizámos a opinião internacional no sentido de que o mundo árabe, nomeadamente o Líbano, é co-responsável… tal como alguns países da região, o Qatar ou a Jordânia, que se comprometeram a intervir. Por isso é a opinião de uma coligação internacional com reflexo nas Nações Unidas. 
 
 
euronews – Pode dizer-nos algo sobre a logística? 
 
Nick Clegg – Na verdade não, num sentido é  óbvio que a resolução da ONU fala por si. A comunidade internacional é mandatada para tomar as medidas, todas as medidas necessárias para proteger  os cidadãos líbios que são atacados e brutalizados pelo regime de Kadhafi.   
 

euronews - Vai proceder-se a uma intervenção militar imediata, se as forças líbias romperem o cessar-fogo?   
 

Nick Clegg – A ONU foi muito clara, a comunidade internacional foi clara, quer pôr um fim, um fim absoluto a estes ataques inúteis, insensatos e brutais contra o povo líbio.  E até que a comunidade internacional fique satisfeita com o que se passar, a resolução da ONU não ficará perfeitamente cumprida.
 
euronews -  Se as acções militares se tornarem uma realidade, é possível que as forças britânicas atinjam as forças em terra para proteger os civis, e não sobrevoem, apenas, o país? 
 
Nick Clegg  - Sejamos absolutamente claros: nós não estamos a entrar em guerra. Isto não é o Iraque nem vai haver invasão da Líbia. A resolução da ONU exclui completamente qualquer invasão terrestre. Mas é evidente que, se as tropas de Kadhafi no terreno atacarem e brutalizarem cidadãos líbios inocentes, nós lançamos uma ação militar do ar para os travar. Está nos termos da resolução.