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Nuclear: O debate em Bruxelas

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Nuclear: O debate em Bruxelas

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O debate sobre o nuclear está ao rubro na União Europeia. Defensores e opositores confrontam-se na arena mediática, enquanto Bruxelas anuncia a realização de testes de resistência às centrais europeias.

Neste contexto, a euronews colocou três perguntas a dois protagonistas: o comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, e a eurodeputada ecologista, Michèle Rivasi.

euronews: Podemos confiar nos testes de resistência às centrais?

Günther Oettinger: Os testes de resistência são um avanço para a segurança a nível europeu, rumo a regras comuns restritivas, regras claras tendo em conta o que se passa no Japão. Estou convencido que como todo o mundo, os Estados membros, as empresas, os reguladores vão participar, que todos estarão atentos aos resultados.

Michèle Rivasi: Não avaliamos os riscos múltiplos. Podemos definir os modelos que desejarmos, mas a natureza inventa, se quiser, tem uma força incrível e pode arrasar um país inteiro.

euronews: A União Europeia poderá renunciar ao nuclear?

Günther Oettinger: O nuclear será uma parte da mistura energética dos Estados membros ainda durante muito tempo. É, por isso, que a segurança e a nova análise do risco são tão importantes.

Michèle Rivasi: O que sinto é que não se quer sair do nuclear. Para as pessoas, vamos aumentar o consumo, estamos sempre num sistema de crescimento infinito e queremos aumentar o nuclear. Mas quando há um acidente como o do Japão, é uma catástrofe, é mesmo o apocalipse.

euronews: Qual a mistura energética do futuro?

Günther Oettinger: Vamos responder à pergunta aos poucos e poucos com o nosso roteiro energético, ou seja, a nossa estratégia a longo prazo, com o desenvolvimento da mistura energética para o período 2020-2050.

Michèle Rivasi: Se houvesse uma inovação, um valor acrescentado para desenvolver outras energias, em especial as energias renováveis, poderíamos incitar os Estados membros a não escolher o nuclear. Ora, a posição da Comissão é antes: o nuclear é uma opção e é preciso desenvolvê-la.