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Silêncio de dor em clima de receio

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Silêncio de dor em clima de receio

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Os nipónicos cumpriram um minuto de silêncio em memória dos mais de 6539 mortos do sismo e consequente maremoto que fez esta sexta-feira uma semana desde que mergulharam o Japão na tragédia.

E sete dias depois, o perigo ainda não passou. Os japoneses levam a cabo uma batalha infernal contra o tempo e em circunstâncias muito difíceis na central nuclear de Fukushima. Apesar do perigo de radiação nuclear, viaturas dos bombeiros projetam agora água sobre o reator número 3 para arrefecer o núcleo e evitar assim uma fusão que teria consequências desastrosas.

As viaturas lançam 50 toneladas de água, cada uma, num sistema de rotação. As operações em curso destinam-se também a arrefecer os reatores 1,2 e 4. As autoridades vão tentar reestabelecer a eletricidade na central – cortada com o sismo – para pôr em marcha os sistemas de refrigeração da central.

Agora é debaixo da neve que as forças de resgate levam a cabo a difícil tarefa de recuperar os corpos dos que morreram. Os mais de 80 mil soldados no terreno ainda não perderam a esperança de encontrar pessoas com vida.

Estão contabilizados mais mortos do que no terrível sismo de Kobe, em 1995, e há ainda 16 mil desaparecidos.