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Paris acolhe cimeira de alto risco para Kadhafi

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Paris acolhe cimeira de alto risco para Kadhafi

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A iniciativa militar franco-britânica aprovada no Conselho de Segurança da ONU vai ser hoje debatida em Paris por líderes da União Europeia, das Nações Unidas, da Liga Árabe, da União Africana e dos Estados Unidos. Depois da cimeira, a intervenção militar pode ser uma questão de horas, de acordo com o embaixador da França na ONU, Gérard Araud.

França, Reino Unido, Canadá e Qatar já se mostraram dispostos a participar na zona de exclusão aérea. Outros países como a Espanha e a Itália já disponibilizaram as suas bases.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros repetiu esta sexta-feira que está tudo pronto para uma intervenção militar. Alain Juppé explicou que a cimeira vai servir para “analisar as condições do cessar-fogo, que deve aplicar-se a todo o território na Líbia e não apenas a Bengasi”.

O ministro avisou, ainda, que a Líbia deve cumprir “todos os pontos da resolução do Conselho de Segurança”. O contrário seria sinónimo de violação da resolução da ONU e significaria luz verde para a intervenção militar.

Para fazer respeitar a zona de exclusão aérea,

a coligação internacional terá como prioridade a destruição das infraestruturas do exército líbio, em termos de telecomunicações, artilharia antiaérea e bases aéreas.

Mas, para evitar a ofensiva, Trípoli aceitou o cessar-fogo imposto pelo Conselho de Segurança da ONU. Algo desmentido pelos rebeldes e até pela embaixadora americana na ONU, Susan Rice.