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Egito: referendo traduz-se numa enorme afluência às urnas

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Egito: referendo traduz-se numa enorme afluência às urnas

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À primeira votação livre em décadas, os egípcios responderam com uma enorme afluência às urnas.

O referendo sobre as alterações à Constituição é um momento histórico, cinco semanas depois da queda de Hosni Mubarak.

As mudanças preveem que o presidente tenha apenas dois mandatos consecutivos de quatro anos e condições de candidatura menos exigentes.

O movimento da oposição Irmandade Muçulmana, apelou ao sim no referendo. O porta-voz do grupo, Saad al Hosseini, explica que antes “os egípcios não tinham a possibilidade de evocar grandes questões democráticas” como as mudanças constitucionais ou o futuro do país.

Ayman Nour, o líder do partido El-Ghad, considera que “depois da revolução, as pessoas ganharam confiança na importância do seu voto e, também, confiança em si e no seu país”.

Há quem defenda que em vez de “remendar” a Constituição, é preciso criar uma nova. É o caso de Mohamed ElBaradei, provável candidato à presidência do país, que teve de fugir a um ataque de pedras e sapatos por uma multidão em fúria.

O enviado especial da euronews ao Cairo, Jamel Ezzedini, constatou “uma participação massiva nas mesas de voto na capital. Quanto às mudanças da Constituição, o Sim e o Não parecem empatados. Mas a maior parte das pessoas insiste na obrigação de respeitar o resultado do referendo que representa para muita gente o embrião da liberdade e da democracia na era pós-Mubarak.”