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Liga Árabe contesta ataques aéreos na Líbia

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Liga Árabe contesta ataques aéreos na Líbia

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A Liga Árabe distancia-se da operação militar internacional na Líbia.

No final da reunião deste domingo, no Cairo, com uma delegação do Parlamento Europeu, o secretário geral da organização, Amr Moussa, afirmou que a Liga Árabe não pediu um ataque por parte da comunidade ocidental.

“Pedimos ao Conselho de Segurança para estabelecer uma zona de exclusão aérea para proteger os civis e a criação de áreas seguras onde os civis possam refugiar-se sem ser atacados. Sobre os acontecimentos militares de hoje, não tenho qualquer informação, por enquanto”.

As reações à operação “Odisseia Amanhecer” são as mais diversas. O primeiro-ministro turco pede o fim imediato da violência e afirma que Kadafi está em “contradição consigo próprio” ao dizer que não detém nenhuma posição oficial. “Se não tem nenhuma posição oficial, deveria deixar a Líbia a quem tem legitimidade”, defende.

A Rússia, que se absteve de votar a resolução das Nações Unidas que deu luz verde à criação da zona de exclusão aérea, pede à Grã-Bretanha, França e Estados Unidos que parem de bombardear alvos não militares na Líbia, referindo que já foram mortos 48 civis e 150 ficaram feridos.

Também a China lamenta os ataques e defende a estabilidade na Líbia o mais depressa possível.

A China, juntamente com a Rússia, a Alemanha, a Índia e o Brasil não apoiam a intervenção mas não exerceram o direito de veto contra uma resolução que autoriza “todas as medidas necessárias” um termo da diplomacia para “ação militar”.