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Ashton: "Não reconheço a palavra "divisão"

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Ashton: "Não reconheço a palavra "divisão"

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A União Europeia adotou sanções reforçadas contra o regime de Kadafi afirmando-se preparada para prestar auxílio humanitário mesmo apesar das profundas divisões no seu seio.

A diplomacia europeia tenta encontrar uma via própria ao lado dos 27 e Catherine Ashton é criticada pela ausência de iniciativa. A crise na Líbia está a ser vista como um teste à diplomacia europeia.

Catherine Ashton – “Não reconheço a palavra ‘divisão’. Na União Europeia existem várias abordagens por parte dos estados membros em relação à questão militar mas posições muito fortes quanto a outras questões”.

Euronews: No que toca a questões militares, não pensa que Paris e Londres foram muito longe em comparação com outros estados membros da União?

CA: Ao olharmos para as conclusões do Conselho tomadas na semana passada, vemos que cabe aos Estados membros determinarem o que se vai passar; são eles que definem a abordagem militar e isso é assim mesmo, eles são estados soberanos. Quanto à União Europeia, a questão é encontrar formas eficientes de trabalhar em conjunto a fim de oferecer apoio. Estamos unidos nisso. Nós definimos as condições para as resoluções no Conselho de Segurança para o apoio à região e para as necessidades reais; depois cabe aos estados membros definirem as suas respostas.

E: Há países da União Europeia que pretendem uma intervenção da NATO, uma intervenção unilateral, mais do que este tipo de intervenção bilateral?

CA: Falei com o Secretário-Geral da NATO e nas conclusões falámos sobre a complementaridade do papel da NATO e da União Europeia. São papéis diferentes. A NATO é uma organização muito diferente da UE. Para mim, o enfoque do meu trabalho é adotar uma abordagem de longo alcance relativamente à região, à Líbia e a outros países e que vai ajudá-los a criarem o tipo de futuro económico e político que eles pretendem ver.