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Crise na Líbia expõe fragilidades da diplomacia da UE


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Crise na Líbia expõe fragilidades da diplomacia da UE

No seio da coligação, na qual participam lado a lado a União Europeia, a França, Grã-Bretanha, Itália, Bélgica, Dinamarca, Grécia e Espanha, vivem-se momentos dramáticos que trazem à memória as divisões que antecederam a ofensiva liderada pelos norte-americanos no Iraque. Agora, o motivo é a Líbia e o pomo da discórdia é a liderança que alguns países pretendem atribuir à NATO.

Na cimeira do fim de semana passado em Paris ficou claro que a diplomacia europeia ainda não fala a uma só voz. As diferenças entre a Alemanha de um lado, e a França e Grã-Bretanha do outro, ilustram o longo caminho que ainda há a percorrer.

A Alta Representante para a diplomacia europeia, Catherine Ashton, é acusada de falta de iniciativa política. O presidente francês, Nicholas Sarkozy, é visto como tendo agido apressadamente enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel é acusada de ter sobreposto interesses eleitorais às prioridades internacionais.

Entretanto levantam-se vozes que reclamam que seja a NATO a dirigir as operações. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi e o líder britânico, David Cameron, afirmam que o comando da NATO é a via a seguir.

Paris discorda e afirma que se a NATO dirigir a intervenção, os países árabes vão demarcar-se e acabarão por denunciá-la.

Aguardam-se mais desenvolvimentos esta quinta-feira na sequência de um encontro do Conselho de Segurança para debater a situação na Líbia.

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