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Japão: radioatividade sem fim à vista

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Japão: radioatividade sem fim à vista

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O aumento da temperatura no reator número um da central nucler de Fukushima está a preocupar as autoridades japonesas. A temperatura atinge os 380 a 390 graus celsius, num complexo concebido para funcionar a uma temperatura máxima de 300 graus.

Apesar de vários sinais de melhoria da situação, com a corrente a ter sido restabelecida e uma das piscinas de combustível usado já cheia de água, mais dois reatores são ainda fonte de inquietação.

Ninguém sabe até quando será preciso continuar a arrefecer os seus núcleos. A China enviou um camião dotado de um enorme braço articulado para permitir deitar água sobre as instalações nucleares sem expor vidas humanas à radiação. O veículo deverá chegar ainda esta semana.

Enquanto isso a nuvem radioativa dispersa-se pela atmosfera. Depois de atravessar o Pacífico, passar pelo norte da América e pelo Atlântico deverá chegar esta quarta-feira ao continente europeu. Os níveis de radioatividade são muito inferiores aos do desastre de Chernobyl.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os níveis de radioatividade nos alimentos.