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Saleh do Iémen semeia o caos e ameaça povo com guerra civil

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Saleh do Iémen semeia o caos e ameaça povo com guerra civil

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É verdade que Ali Abdallah Saleh se manteve 32 dois anos no poder no Iémen…mas quanto mais tempo vai conseguir ficar?

Cada vez mais isolado, este militar eleito presidente em 1999, tem feito concessões à oposição desde fevereiro, mas também tem aumentado a repressão.

Fiel à fórmula “governar o Iémen é dançar sobre serpentes”, Saleh tenta a sorte com a ameaça da divisão do país e da guerra civil, face à debandada dos antigos correlegionários:

“Os que estão a tentar chegar ao poder devem saber que não o vão conseguir à força. Isto vai transformar-se em guerra civil. Uma sangrenta guerra.”

As divisões marcaram a história do Iémen. Um golpe de estado em 1962, em que participou Saleh, derivou em guerra civil até 1970.

Ao mesmo tempo, em Aden, grande porto iemnita, eclodiu uma revolta contra os britânicos que controlavam Aden e toda a costa do país.

Só partiram em 1967 mas, no sul, instalou-se uma alegada república popular e democrática que entrou na esfera de influência soviética.

Saleh, conseguiu ser nomeado presidente do Iémen do norte em 1978 e depois do Iémen unificado em 1990, mas ainda teve de esmagar uma insurreição sulista em 1994. E o apoio a Saddam na guerra do Golfo, em 90, valeu-lhe a expulsão de 700 mil trabalhadores iemnitas da Arábia Saudita.

Pragmático e mesmo manipulador conseguiu integrar o sistema de chefes tribais e religiosos: ofereceu-lhes lugares no governo e deu-lhes subsídios.

Em 1999 Ali Abdallah Saleh ganhou com larga margem as primeiras eleições presidenciais e repetiu a façanha em 2006, para um mandato que expira em 2013.

O Iémen tem uma população de 23 milhões de pessoas e uma taxa de desemprego de 35%, que chega a 50 por cento no caso dos jovens. O maná do petróleo está esgotado, o país não tem água nem outros recursos e o regime de Abdallah Saleh não convence ninguém.