Última hora

Última hora

Líbia: apesar dos EUA recrutarem a França papel da NATO continua por definir

Em leitura:

Líbia: apesar dos EUA recrutarem a França papel da NATO continua por definir

Tamanho do texto Aa Aa

A postura da NATO na intervenção internacional na Líbia continua a dividir os membros da Aliança Atlântica.

Os Estados Unidos conseguiram convencer a França de que a organização deve ter um papel predominante.

Pressionado a nível interno para passar o testemunho do atual comando norte-americano, o presidente Barack Obama disse esperar que “nos próximos dias, todos aqueles que participam no processo cheguem a um acordo”. E sublinhou que “já se assiste a uma redução significativa no número de aviões norte-americanos envolvidos nas operações na Líbia”.

A França considera que a NATO pode contribuir com a estrutura mas, ao contrário do Reino Unido, defende que a Aliança Atlântica não deve assumir a liderança política da missão, para não afastar um eventual apoio da Liga Árabe.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tentou, sem sucesso, convencer esta terça-feira a Arábia Saudita a participar.

A Turquia, membro da NATO, disse que as operações internacionais na Líbia já ultrapassavam os objetivos estipulados no Conselho de Segurança da ONU e que o ênfase devia ser colocado no aspeto humanitário e não militar.

Entretanto – e apesar do regime líbio dizer o contrário – a secretária de Estado norte-americana afirmou que Kadhafi e os seus próximos poderão estar a estudar opções de exílio.