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Liz Taylor: uma estrela no firmamento

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Liz Taylor: uma estrela no firmamento

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Elisabeth Taylor, símbolo do esplendor de Hollywood, passou a vida frente às câmaras do cinema.

Nasceu em 1932, nos arredores de Londres, apesar dos pais serem americanos. Estreou-se no cinema aos 10 anos de idade, no filme “Lassie”.

A evolução da jovem actriz fez-se naturalmente. Ficaram na história do cinema filmes como “Gata em telhado de zinco quente” ou “Quem tem medo de Virginia Wolf?”, que lhe valeram dois óscares como melhor actriz, em 1961 e 67.

Em 1963, ascendeu ao firmamento de estrela internacional com “Cleópatra”, ao lado de Richard Burton, com quem casou duas vezes. No entanto, contraiu oito matrimónios, no total.

Nos anos 70, Elisabeth Taylor foi obrigada, por motivos de saúde, a afastar-se progressivamente do grande ecrã.

Consagrou-se então a mobilizar os artistas para a luta contra a SIDA, na sequência da morte do amigo próximo, e também estrela de cinema, Rock Hudson. A Rainha de Inglaterra, Isabel II, atribuiu-lhe a ordem do Império Britânico.

Liz Taylor reapareceu nas passadeiras vermelhas em prol desta batalha do lançamento da Amfar, Fundação Americana da pesquisa contra a SIDA e em manifestações de todos os géneros pelos doentes e familiares.

Em Cannes, Burmingham ou em Los Angeles, Taylor foi a voz dos fracos:

“Compareço aqui não como actriz mas em representação de todos os que vivem com SIDA. Sou a advogada das crianças moribundas e das nações empobrecidas. Sou a voz dos que usam seringas em bairros da lata. Sou a prostituta das ruas da cidade. Só vos peço ajuda para os que não podem falar.”

A recolha de fundos ocupou muito do tempo da actriz nos quatro cantos do mundo, apesar dos problemas de saúde, como demonstrou no concerto de Sir Elton John, Sting e outros famosos em defesa da causa.