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A euronews em Yamada com a Cruz Vermelha

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A euronews em Yamada com a Cruz Vermelha

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Durante o tsunami, a baía de Yamada, cerca de 150 quilómetros a nordeste de Sendai, foi engolida por ondas de 10 metros e centenas de habitantes da região continuam desaparecidos.

O choque inicial esbate-se pouco a pouco e o momento da reconstrução, começa. A reconstrução das infra-estruturas, mas também a das vidas daqueles que sobreviveram.

Um futuro que a Cruz Vermelha Internacional tenta ajudar a construir, como explica Kathy Mueller a Chris Cummins, o enviado especial da euronews, que conseguiu alcançar este local remoto graças à organização humanitária: “Uma das nossas grandes preocupações é o trauma e o choque que estas pessoas podem ter sofrido. A realidade ainda não emergiu… Muitas destas pessoas continuam à espera que os entes queridos desaparecidos um dia batam à porta. A probabilidade de que tal aconteça diminui de dia para dia. Por isso, na Cruz Vermelha, temos mais de 50 equipas médicas no terreno. Vimos a centros como este dar apoio psicossocial. Trabalhamos com as crianças: cantamos, dançamos, desenhamos, brincamos com elas, tentamos fazer com que superem o trauma. Com os mais velhos, sentamo-nos e falamos com eles, por vezes damos-lhes uma palmadinha nas costas, demonstramos que nos importamos e que o que têm a dizer é importante.”

Esta trabalhadora humanitária canadiana explica-nos igualmente como é que as crianças estão a reagir ao trauma: “A maioria estava na escola quando tudo aconteceu. Por causa dos sismos, as escolas japonesas são construídas em locais elevados e, por isso, a maioria das crianças saiu ilesa. As crianças estão de regresso às escolas que já reabriram. Não podem usar os ginásios, que servem de centros de realojamento. Mas a crianças riem e brincam. Pelo que vejo, estão a superar bem.”

Com o estoicismo e o orgulho que caracterizam os japoneses, pouco a pouco, a população começa a refazer a sua vida.