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Alemanha: política para a Líbia na mira de todas as críticas

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Alemanha: política para a Líbia na mira de todas as críticas

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Mais 300 soldados para o Afeganistão e nenhum para a Líbia. A Alemanha vai reforçar o contingente no Afeganistão para compensar a ausência na intervenção militar contra Kadhafi.

Berlim rejeita participar. Primeiro, absteve-se no voto da resolução da ONU para a Líbia. Depois, decidiu retirar os navios de guerra do Mediterrâneo, ao serviço da NATO, para não colaborar no controlo do embargo de armas.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros voltou a repetir, na quarta-feira, que o exército não vai ser enviado para a Líbia. Guido Westerwelle sublinhou que “isso não significa que a Alemanha seja neutra porque partilha o objetivo de proteger os civis e de travar o ditador”.

Os críticos acusam o governo de sacrificar o papel internacional da Alemanha por oportunismo eleitoral. No domingo há eleições regionais e uma das frentes políticas mais impopulares do executivo é o envio de soldados para missões da Aliança Atlântica.

Uma sondagem recente revelou que 65 por cento dos alemães aprovam a decisão do governo em não participar na intervenção militar na Líbia.