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Líbia: desentendimentos na coligação da ONU

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Líbia: desentendimentos na coligação da ONU

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Ao quinto dia de bombardeamentos na Líbia (sexta noite), os aliados continuam sem solucionar as divergências sobre os limites e objetivos da missão, e, principalmente, sobre a liderança, o comando mesmo da campanha.

Os britânicos, e, mais ainda, os norte-americanos, querem que a NATO tome as rédeas. O Pentágono

deseja um papel menos visível e quer limitar-se à vigilância da zona de exclusão aérea, ao boicote das comunicações líbias e ao abastecimento.

A Turquia, importante membro da NATO, quer limitar a participação à aplicação do embargo de armas contra Kaddafi, mais nada.

Ahmet Davutoglu, chefe da diplomacia turca, pronuncia-se:

“Não achamos que seja apropriado que a NATO empreenda uma missão por um lado enquanto, por outro, as forças da coligação fazem uma operação paralela separada”

A França, que faz parte do trío que dirige a operação, com os britânicos e os norte-americanos, quer que a NATO se limite a um papel técnico.

De facto, Paris tem uma interpretação própria da resolução 1973, que não gera consenso.

Alain Juppé, ministro francês dos Negócios Estrangeiros:

“Trata-se de proteger as populações civis, trata-se de pôr a os opositores de Kaddafi, que lutam pela democracia e a liberdade, em situação de vantagem, e por isso os nossos objetivos são exclusivamente os meios militares de Kaddafi”

E essa é a questão que divide: até onde o mandato do Conselho de Segurança autoriza o uso da força?