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Portugal: aumenta risco de recurso a ajuda externa

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Portugal: aumenta risco de recurso a ajuda externa

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Em Portugal depois da entrega do pedido de demissão do primeiro-ministro José Sócrates, o futuro permanece uma incógnita.

Analistas internacionais afirmam que a queda do governo socialista torna quase inevitável o recurso de Portugal a um pacote de ajuda externa.

As agências de notação reagiram. A Fitch baixou o rating de Portugal em dois níveis.

“Os investidores, olhando para a situação portuguesa e de pouca governabilidade do país, têm receio de nos emprestar dinheiro, mesmo a taxas de juro elevadas. É nessa circunstância que poderemos precisar de ajuda do Fundo Monetário Europeu. (…) Os mercados já não nos atribuíam qualquer credibilidade há muito tempo. Eu estou convencido que, mesmo com o PEC4, isto não iria abrandar” afirma o economista Camilo Lourenço.

A imprensa desta quinta-feira concentra-se nas eleições antecipadas enquanto os mercados reagiam de forma negativa. Os juros da dívida a cinco anos atingiram 8,5%, um valor visto por muitos como insustentável.

O recurso ao FMI afigura-se como o principal fator de receio.