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Japão incapaz de cremar os seus mortos

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Japão incapaz de cremar os seus mortos

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O sismo e o tsunami tirou-lhes a vida mas também o direito a uma morte digna. Teme-se que mais de 27 mil pessoas tenham morrido no Japão: há quase dez mil vítimas mortais confirmadas e mais de dezassete mil cidadãos continuam desaparecidos.

Face à amplitude da tragédia, as cidades mais devastadas autorizaram enterros coletivos. A tradição japonesa manda que os mortos sejam cremados, mas há falta de querosene para a incineração e de gelo para preservar os corpos.

Masahiro Kimura explica que “mesmo que se quisessem cremar todos os corpos, só se podem cremar até seis a sete cadáveres por dia”. Por isso, diz que “o enterro é temporário e que dentro de dois a três meses vão desenterrar os corpos para os cremar”.

A maior parte dos japoneses acredita que a cremação é necessária para libertar o espírito do corpo e que as cinzas devem ser colocadas perto de templos. Agora, o pragmatismo sobrepõe-se à tradição.