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Sócrates:"Portugal não precisa aderir a fundo de resgate"

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Sócrates:"Portugal não precisa aderir a fundo de resgate"

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A crise portuguesa dominou por completo a reunião do Conselho Europeu que terminou esta sexta-feira em Bruxelas.

A interrogação se Portugal vai recorrer, a breve prazo, ao fundo de resgate europeu ficou por responder.

O Primeiro-ministro demissionário português, José Sócrates, garantiu, no final da cimeira, que essa hipótese está afastada.

“Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate e manterei a mesma determinação na defesa do meu país para que isso não aconteça. Eu sei o que isso significa, sei o que isso significou para os gregos e para os irlandeses. Não desejo isso para o meu país.”

Apesar das insistentes garantias do ainda governante português, os mercados estão inquietos.

As agências de notação de risco, Standard& Poor’s e a Fitch, reduziram o “rating” de Portugal.

A chanceler alemã, Angela Merkel, exige clareza às autoridades portuguesas. “No caso de Portugal, a situação é esta: já disse, várias vezes que tanto o governo como a oposição devem ser claros em relação aos objetivos para a redução do défice de 2011 a 2013 e quais as medidas que propõem para os alcançar. “

Os 27 não chegaram a acordo no que respeita às medidas gerais de combate à crise. O aumento da capacidade de financiamento do fundo de resgate atual não conseguiu consenso. O enviado da Euronews, Sergio Cantone, explica que foi “adiada para junho, a questão do fundo de estabilização não permanente por causa das eleições finlandesas, registaram-se alguns progressos no que diz respeito ao mecanismo de estabilização permanente, que deve entrar em vigor desde 2013.”

O “pacto para o euro”, exigido pela Alemanha e ao qual vários países da moeda única aderiram, foi aprovado. Na segunda-feira ver-se-á como os mercados reagem a esta medida.