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Síria: protestos e repressão alastram a todo o país

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Síria: protestos e repressão alastram a todo o país

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A onda de protestos estendeu-se a várias cidades da Síria. Em Homs, no nordeste, foram destruídos cartazes de Hafez al-Assad, antigo presidente e pai do atual líder líbio.

Esta sexta-feira foi batizada no Facebook como o “dia da dignidade”, uma jornada em que os manifestantes desafiaram os 40 anos de poder da família Assad.

Em Deraa, no sul, os manifestantes tentaram deitar abaixo uma estátua do antigo presidente. Segundo testemunhos, a polícia reagiu e disparou a matar.

Os protestos nesta cidade duram há uma semana e até agora fizeram 55 mortos, de acordo com a Amnistia Internacional. Alguns dos cortejos fúnebres transformaram-se em manifestações.

A vaga de contestação atingiu várias cidades e não poupou a capital, Damasco. Perto de Deraa, na cidade de Sanameïn, pelo menos vinte pessoas morreram.

O presidente Bashar al-Assad, no poder desde 2000, enfrenta manifestações sem precedentes. Para acalmar os ânimos, promete a possibilidade de levantar o estado de emergência em vigor há quase meio século.

Apesar de milhares de pessoas terem desfilado em Damasco em apoio ao presidente, nos arredores da capital três pessoas terão morrido em confrontos.