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Multiplicam-se os esforços por uma solução política para a Líbia

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Multiplicam-se os esforços por uma solução política para a Líbia

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As duas partes do conflito líbio parecem apressadas em ganhar posições, antes das intenças movimentações diplomáticas que terão a Itália como principal pivot.

Partindo do priveligio de que goza em Tripoli, a Itália adverte que uma solução negociada pode estar prejudicada, a partir do momento em que as Nações Unidas e a Europa consideram que Kaddafi não é um interlocutor aceitável.

A Alemanha, que se absteve, na votação do Conselho de Segurança, mantém o seu princípio de não intervenção militar, fora das suas fronteiras.

França e Reino Unido estão do lado oposto e pretendem negociar, mas sob pressão militar.

Tripoli, atravez do seu ministro da Informação, diz que em causa está o petróleo:

“Somos a única parte no conflito que disse estar praparada para discutir uma solução política. O ocidente recusou vir a esta terra para falar connosco. Enviaram-nos misseis e bombas, porque são caros e, por isso, bons para algumas economias europeias. O que o ocidente quer da Líbia não é democracia, quer o petróleo”.

Esta tarde, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Nato vão confrontar estes pontos de vista.

Mais importante será a reunião do grupo de Contacto que junta mais de 35 chefes da diplomacia, em Londres, na terça-feira.

Oportunidade para Kaddafi contar apoios.