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Costa do Marfim: Gbagbo apela a "cessar-fogo" imediato

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Costa do Marfim: Gbagbo apela a "cessar-fogo" imediato

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Na Costa do Marfim, o governo de Laurent Gbagbo apela a um “cessar-fogo imediato” e a uma “abertura do diálogo”. Esta é a resposta do presidente que recusa abandonar o poder face aos avanços dos que apoiam o presidente reconhecido pela comunidade internacional, Alassane Ouattara.

Nos subúrbios de Abidjan, em Abobo, a maior parte é pró-Ouattara e os combates são frequentes. “Não dormimos. Havia disparos em todo o lado. É preciso dizer ao senhor Gbagbo que a população está a sofrer”, lamenta uma habitante de Abobo.

A missão da ONU no país acusou as forças leais a Gbagbo de terem disparado, esta terça-feira, sobre “civis inocentes”, fazendo uma dezena de mortos, em Abidjan.

Perante uma crise que já provocou a morte a mais de 460 pessoas, os fiéis de Ouattara avisam que estão “esgotadas todas as formas pacíficas para que Gbagbo reconheça a derrota nas presidenciais” de novembro.

As forças de Ouattara estão a apenas 220 quilómetros de Abidjan, na cidade de Abengorou. Conquistaram Issia, Bondoukou, Duékoué e Daloa.

Na estação de autocarros de Abidjan, muitos aguardam o embarque para fugir a um ambiente de guerra civil. Perto de um milhão de pessoas já o fizeram e 112 mil refugiaram-se na Libéria.