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Costa do Marfim: ONU acusa forças de Gbagbo de matar civis

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Costa do Marfim: ONU acusa forças de Gbagbo de matar civis

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A missão da ONU na Costa do Marfim acusa as forças leais a Laurent Gbagbo de terem disparado sobre “civis inocentes”, fazendo uma dezena de mortos. A ofensiva aconteceu em Williamsville, um bairro no norte de Abidjan, a capital económica do país.

Um milhão de pessoas já deixou a cidade, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados. Outros aguardam na estação de autocarros a hora de abandonar o ambiente de guerra civil. Para trás ficam relatos de horror.

“Vivemos em Williamsville, em Makasi, e há pessoas que foram lá, entraram nos nossos pátios, violaram as mulheres, bateram nos homens e se provocarmos uma discussão eles matam-nos”, conta Issa Dayabou, um cidadão nigeriano.

As cidades de Duékoué e Daloa, no oeste, assim como Bondoukou, no leste, foram conquistadas pelas forças que apoiam Alassane Ouattara, o presidente reconhecido pela comunidade internacional.

Mas a missão da ONU acusou hoje estas forças de terem disparado contra um helicóptero dos capacetes azuis em Duékoué. As Nações Unidas reconhecem Ouattara como presidente, mas os seus apoiantes acusaram a missão de não proteger os civis.

A França quer uma “adoção rápida” de uma resolução da ONU para proibir o uso de armas pesadas no país e forçar os capacetes azuis a exercerem o mandato “com toda a firmeza necessária.”