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Relatório compromete TEPCO

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Relatório compromete TEPCO

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Em 2007, especialistas responsáveis pela segurança da central nuclear de Fukushima tinham estimado em 10 por cento as hipóteses de uma vaga com mais de seis metros – o limite máximo de resistência calculado para as instalações – poder atingir a central nos 50 anos seguintes.

A Tokyo Electric Power (TEPCO) não teve em conta o aviso, argumentando que esse cálculo não era consensual entre todos os especialistas.

“Esta situação é verdadeiramente muito grave. É necessária uma gestão para o acidente.

É necessária a aplicação de grandes medidas, é necessária uma resposta local organizada. É isso que eu tenho vindo a dizer, ou seja, trata-se de um grave problema nuclear internacional, que vai muito para além da capacidade de um só interveniente, seja ele a TEPCO, ou mesmo o governo japonês”, alerta Naj Meshkati, professor de engenharia da Universidade do Sul da Califórnia.

Testes realizados em cinco locais na central nuclear detetaram a presença de plutónio. O plutónio deve ser proveniente do combustível de um dos reatores danificados pelo sismo seguido de tsunami de 11 de março.

A perspetiva das pessoas que viviam nas imediações da central regressarem a casa, torna-se assim cada vez mais negra.