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Japão continua sob a ameaça nuclear

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Japão continua sob a ameaça nuclear

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No mar ao largo de Fukushima foi encontrada iodina radioativa com índices cerca de 3 mil vezes mais que o estipulado pela lei. Os trabalhos para conter as radiações na central nuclear deixam a descoberto erros praticamente constantes. O governo japonês admitiu que as medidas em vigor são insuficientes para impedir os danos causados pelo sismo e pelo tsunami.

Um responsável da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão afirmou:

“As pessoas não bebem água do mar. Com as correntes, o material radioativo dissipa-se rapidamente. Como a iodina 131 tem uma vida média de oito dias, mesmo que seja encontrada uma alta concentração de material radioativo nos produtos vindos do mar, quando forem consumidos os níveis terão baixado consideravelmente”.

As costas das províncias de Aomori, Iwate, Miyagi e Fukushima foram as mais afetadas e onde se registam a maior parte dos 11 mil mortos e mais

de 17 mil desaparecidos confirmados no desastre de 11 de março.

O maremoto inundou 443 quilómetros quadrados nas quatro províncias, sendo que um quarto deste território estava ocupado por áreas comerciais e residenciais.

Na aldeia de Rikuzenkata mais de 75 por cento dos edifícios desapareceram e 40 por cento da população morreu ou está desaparecida.

“Não nos vamos recompor tão cedo, mas todos temos de fazer a nossa parte para voltar ao normal”, disse um sobrevivente da aldeia.

A França e os Estados Unidos já enviaram técnicos para ajudarem a resolver a gravíssima crise nuclear da central de Fukushima e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, desloca-se a Tóquio quinta-feira.