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Londres e Moscovo divididas sobre possibilidade de armar rebeldes líbios

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Londres e Moscovo divididas sobre possibilidade de armar rebeldes líbios

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“Fornecer armas aos rebeldes líbios seria apoiar o terrorismo”. Esta foi a reação da diplomacia de Tripoli à discussão entre os aliados sobre a possibilidade de armar os rebeldes.

A questão levantada ontem por Washington parece ser vista como uma forma de evitar uma intervenção terrestre e de facilitar a progressão dos rebeldes no terreno.

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron recordou hoje, frente ao parlamento, que, “a resolução 1973 da ONU permite a adoção de todas as medidas necessárias para proteger os civis ou zonas civis o que, no nosso entender, não exclui a possibilidade de assistir aqueles que protegem os civis. Por isso não excluimos essa possibilidade mas também não tomámos nenhuma decisão nesse sentido”.

O tema foi evocado na conferência de ontem em Londres. Face às reservas de alguns países sobre os objetivos e intenções dos rebeldes, França, Reino Unido e Estados Unidos decidiram enviar embaixadores para Bengasi.

A Rússia que, sempre se mostrou contra uma opção militar na Líbia, lembrou hoje pela voz do responsável da diplomacia, Sergei Lavrov, que “Moscovo apoia a posição da NATO de proteger a população e não de fornecer-lhe armas”.

França, Estados Unidos e Reino Unido parecem assim privilegiar uma opção que poderia acelerar a progressão dos rebeldes e o fim do conflito. Os mesmos países que não excluiam outra solução igualmente polémica, a de permitir o exílio de Kaddafi.