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Darfur: referendo ameaça processo de paz


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Darfur: referendo ameaça processo de paz

As negociações sobre o processo de paz no Darfur

foram retomadas no Qatar mas arriscam-se a cair por terra. O presidente sudanês anunciou a realização de um referendo sobre o estatuto da região que os rebeldes rejeitam por verem como uma afronta ao processo de paz.

Esta quarta-feira, em Doha, Omar al-Bashir, perseguido por crimes de guerra e contra a humanidade, sublinhou que esta é a última oportunidade para um acordo. “O objetivo das negociações é alcançar um documento reconhecido a nível internacional e adotado pelo povo do Darfur. Tem de ser um documento de paz final porque depois não haverá mais negociações. Qualquer pessoa com uma causa deve participar neste documento. Não há mais tempo para negociações”, alertou.

Em Janeiro, foram retomados os confrontos ainda com mais intensidade no Darfur. Desde 2003, a guerra civil nesta vasta região do oeste sudanês provocou 300 mil mortos, de acordo com a ONU.

Jibril Adam Bilal, porta-voz dos rebeldes do Movimento para a Justiça e Igualdade do Darfur, garante que não vai aceitar um acordo sem ter havido negociações.

Doha vai continuar os esforços de mediação. Para 18 de abril está marcada uma conferência internacional que deve juntar os principais atores políticos do Darfur: o governo, o Movimento de Libertação do Sudão e o Movimento para a Justiça e Igualdade.

A correspondente da euronews no Qatar constata que “Doha tem feito grandes esforços para conseguir um acordo de paz final e abrangente para o Darfur. As esperanças de avanços nas negociações entre todas as partes repousam na conferência que vai ser feita no próximo mês”.

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