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Egípcios manifestam-se novamente para "proteger a revolução"

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Egípcios manifestam-se novamente para "proteger a revolução"

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A praça Tahrir voltou a ser palco de manifestações. Os egípcios saíram de novo à rua para – dizem – “proteger a revolução”.

Dezenas de milhares de egípcios manifestaram-se, esta sexta-feira, no Cairo. Exigem igualmente que Hosni Mubarak e outros antigos dirigentes sejam levados à justiça.

“Estamos aqui reunidos em solidariedade para com o resto da população do país para dizer que as exigências desta revolução não foram satisfeitas”, explica Amr Shalakany, professor universitário e manifestante. Uma opinião corroborada por Karima Al-Hefnawi, uma ativista política e membro da Assembleia Nacional para a Mudança: “Até agora, tudo o que conseguimos foi que o governo se demitisse. Mas isso não chega! Quando se fala de libertação de um regime, significa libertar-nos igualmente da constituição desses regime, da antiga organização seguida por esse regime e por todos os seus governantes.”

A justiça egípcia proibiu vários antigos ministros e outros responsáveis do regime de Mubarak de abandonarem o país e congelou-lhes os bens, enquanto prossegue as investigações por corrupção e desvio de fundos.

O presidente deposto, Hosni Mubarak, está em prisão domiciliária, segundo anunciou, esta semana, o exército.

Mas os militantes pró-democracia receiam que a revolução acabe por ser “confiscada”.