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Costa do Marfim: Gbagbo acusa França de ingerência

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Costa do Marfim: Gbagbo acusa França de ingerência

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Abidjan é uma cidade fantasma. A capital económica da Costa do Marfim está em suspenso à espera do assalto final das tropas de Alassane Ouattara – o presidente reconhecido pela comunidade internacional – para retirar do poder Laurent Gbagbo.

Estima-se que um milhão de pessoas já tenha fugido da cidade devido ao clima de violência. Os militares franceses estão a reagrupar os estrangeiros antes do repatriamento.

Mas nem todos podem partir…É o caso de um pai, que decidiu enviar a filha para junto da mãe, em França. Ela diz que quer ir embora, mas sem deixar o pai para trás.

Desde 2003 e mandatada pela ONU, a França mantém na antiga colónia a Força Licorne. Face à nova crise, os militares ocuparam o aeroporto de Abidjan, desencadeando mensagens contra a França através da televisão do estado.

Alain Toussaint, conselheiro de Laurent Gbagbo, defende que a força francesa Licorne age na Costa do Marfim como um exército de ocupação porque o mandato da ONU não permite que os militares franceses ocupem o aeroporto de um estado soberano.

Entretanto, um responsável da ONU chegou a Abidjan para investigar os massacres da semana passada. Segundo as Nações Unidas e várias organizações internacionais, a ocupação da cidade de Duékoué, no oeste, foi acompanhada pelo massacre de 300 a 1000 pessoas pelos combatentes pró-Ouattara