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Iémen: repressão policial volta a matar durante novo protesto em Taiz

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Iémen: repressão policial volta a matar durante novo protesto em Taiz

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Pelo segundo dia consecutivo, a polícia voltou a disparar sobre manifestantes na cidade de Taiz, a sul da capital do Iémen.

Pelo menos cinco pessoas morreram, esta manhã, e três dezenas ficaram feridas depois da polícia ter tentado dispersar o protesto com balas reais e gás lacrimogéneo.

As forças da ordem tinham morto pelo menos duas pessoas, ferindo centenas, durante outro protesto, na cidade, no domingo.

Durante a madrugada pelo menos 400 pessoas ficaram feridas quando centenas tentavam aceder a um dos palácios presidenciais, em Hudaida, para protestar contra a ação da polícia.

Novos confrontos foram registados esta manhã, quando alegadamente homens armados, abriram fogo sobre a multidão.

Desde Janeiro, que os protestos da oposição provocaram mais de uma centena de mortos no país, aumentando a pressão internacional sobre o presidente Ali Abdullah Saleh.

Segundo fontes diplomáticas citadas pelo jornal New York Times, Washington estaria a negociar, desde há uma semana, a saída de cena do presidente.

As mesmas fontes avançam que Saleh, até agora aliado norte-americano, deverá ser substituído por um governo de transição até à convocação de eleições antecipadas.

Saleh, que recusa demitir-se, afirma-se pronto a dialogar com a oposição, uma opção apoiada por vários países do Golfo reunidos esta noite na Arábia Saudita.