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Turquia enviou barco para tratar feridos na Líbia

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Turquia enviou barco para tratar feridos na Líbia

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Os sobreviventes de Misrata contam o horror do assédio sem misericórdia que as forças de Kadhafi exercem há mais de 40 dias.

Recebem cuidados médicos no barco turco “Ancara”, que atracou no domingo em Benghazi. Cerca de 250 líbios reberam tratamento para as feridas de bala ou de estilhaços de granada de obús.

Um dos rebeldes em tratamento conta:

“Todos os dias éramos alvo de mísseis e os tanques de Kadhafi disparavam sobre nós. As pessoas de Misrata não podia sair de casas”

Misrata está isolada do mundo desde o princípio da rebelião, em meados de fevereiro, contra o regime de Kadhafi.

“Na cidade não há água nem luz, não há medicamentos, nem comunicações, e não resta muita comida”

O Ancara, que vemos nas imagens no dia que chegou a Benghazi, foi fretado pelo governo turco. Depois de quatro dias no mar, à espera de autorização para acostar, Ancara deu ordem de entrar no porto de Misrata protegido por 10 caças F-16 turcos e duas fragatas.

Em Benghazi o ferry recolheu 90 feridos e rumou de novo a Cesme, na Turquia.

A Turquia, único país muçulmano da NATO, assegura que a operação do ferry tinha o aval de Kadhafi.

Ancara mantém relacionamentos com as duas partes do conflito. A representante do Conselho Nacional Libio, dos rebeldes, aproveita para enviar uma mensagem ao governo turco:

“Queremos agradecer ao governo turco a ajuda, e também queremos de pedir-lhe que esteja do nosso lado, que nos ajude a conquistar a nossa liberdade. Queremos pedir ao senhor Erdogan que se ponha do lado do povo libio livre e não do regime”

O ferry, carregado com duas toneladas de medicamentos e equipamentos médicos, uma dezena de médicos e enfermeiros, partiu da Turquia há uma semana para esta missão de carácter humanitário, segundo Ancara.