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Costa do Marfim: "não há corredores humanitários para intervir onde é preciso"

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Costa do Marfim: "não há corredores humanitários para intervir onde é preciso"

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O conflito político e armado na Costa do Marfim está a ter um custo elevado para a população civil. A euronews falou por telefone com Yann Dutertre, chefe de missão da ONG Ação Contra a Fome, que explica a situação no terreno:

“As populações civis estão atualmente confrontadas com dois problemas essenciais: por um lado, a penúria de bens de primeira necessidade, e por outro, o aumento dos preços dos produtos. Constatamos um aumento da ordem de 3, 4 ou mesmo 5 vezes o preço de determinados produtos básicos. Há também cortes de eletricidade e de água. Do ponto de vista humanitário, ainda não existe uma situação de fome, mas estamos já num quadro de restrições alimentares. Há grandes problemas de abastecimento e com o envio de equipas para os hospitais de Abidjan. Não podemos dizer que nos sentimos, pessoalmente, ameaçados. Mas, a incerteza sobre quem é quem nos grupos armados, reduz consideravelmente a nossa área de ação em termos humanitários. Isto porque, atualmente, não dispomos de corredores humanitários para intervir onde é preciso.”